Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 13, 2011

Radio Duda (a.1, n.3)

De vez em quando você encontra por aí uma pessoa que escreve as coisas da forma como estão em sua cabeça, fazem as músicas de sua vida, essas coisas assim “ligação enzima-substrato” (desculpem pela biomedicinice). Na literatura encontrei uma cronista chamada Martha Medeiros, cujos textos maravilhosos parecem com o que penso e tem um estilo semelhante ao meu. Foi paixão à primeira vista. Na música vivi isso há muito tempo com um cara já chamado Paulinho Moska e, hoje, só Moska. Tudo começa em 1987 com o grupo Inimigos do Rei. Tipicamente carioca no sotaque e irreverência, entre eles estava Moska. A experiência com todos eles não demorou muito e logo ele partiu para carreira solo e se revelou um letrista absurdamente bom, com muita profundidade. Mestre no artifício de usar as antínteses na música, além de tudo, é violonista dos bons. Como sempre, não vou muito além disso para que, quem ainda não conhece, saiba quem é esse cara de músicas tão belas e perturbadoras.

Adelaide, a anã paraguaia.

Sem Dizer Adeus. Uma das mais belas do repertório do Moska.

O Último Dia. Você escuta e se pergunta o que faria se só te faltasse um dia.

Sonhos, de Peninha. Moska e o violão numa versão maravilhosa.

Uma das mais novas e mais bonitas. Quantas vidas você tem?

A seta, o alvo e nenhum comentário.


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