Publicado por: Eduardo Bezerra | Dezembro 31, 2011

… e para 2012…

Se for para o mundo acabar em 2012 que seja com o Queen!!!

Publicado por: Eduardo Bezerra | Dezembro 31, 2011

Até mais, 2011…

Há anos dentro da média. Há anos para mais. Há anos para menos. Há anos, como este, bipolares.

2011. Ano fácil. Ano difícil. Conquistei muito, perdi outro tanto. Fui um completo idiota, ou o cara mais esperto do mundo. Fui tudo o que queria ter sido e nada daquilo que gostava. Fui concreto e abstrato. Criativo e travado. Distribuí grandes abraços na mesma medida em que também sorteei todo tipo de pancadas. Fui bom ao extremo, fui mal à beça. Cuidei bem do corpo, judiei da mente. Fui feliz como nunca e triste como poucas vezes. Fui ao céu e ao inferno em 365 dias. Várias vezes. Fui doce e fui amargo. Quis e não quis. Abri mão de fazer quem eu queria feliz, feliz. Mas pude voltar e fazê-la feliz de novo.

Para muita gente é apenas um dia como qualquer outro. Não sou pragmático como pareço nem ingênuo como transpareço. Sou o que pouca gente sabe que sou sem deixar de ser o que todo mundo sabe que é. Ano novo é chance de recomeçar. Terminou mais um ciclo. Não sei se serei melhor. Não quero esta responsabilidade. Não posso prometer ser melhor. Mas posso prometer brigar pra sê-lo. Não tenho planos para 2012, ou pelo menos nenhum que interesse à devassidão deste blog. Assim, amigos e amigas, só tenho a desejar um feliz novo ano. Obrigado por tudo!

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 16, 2011

A luta do Lula em duas fotos

Posso ser muito besta, mas eu me emocionei com estas fotos…

 

 

 

 

 

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 16, 2011

Arregado do Jornal da Besta Fubana

Sei que estou sumido, mas estou preparando material para voltar em breve. Por enquanto, usurpo coisas que saem do maravilhoso mundo virtual do Papa Berto I e único.

Uma postagem de Fred Monteiro com as musicistas do Conjunto de Cordas e Orquestra do Recife em homenagem à capital pernambucana e sua olindense irmã. Vejam e tirem suas conclusões.

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 16, 2011

Um texto magnífico de Vinícius de Moraes

“A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.”

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 16, 2011

Filme: O Palhaço

Hoje fiz o programa eu comigo. Depois de peregrinar pela 25 de março, fui ao Espaço Unibanco de Cinema na Rua Augusta. Lugar legal, umas cinco salas e só filmes de qualidade. Entre eles aquele o qual estava louco pra assistir e ainda não havia tido a oportunidade: O Palhaço. Dirigido e encenado por Selton Mello, conta com a luxuosa participação de Paulo José enquanto palhaço-pai e dono do circo. Tive algumas razões para querer vê-lo. A principal é a própria história dos palhaços, minha paixão de vida inteira. É de verdade, meu sonho é ser um palhaço! Vez em quando realizo este sonho quando tenho oportunidade. A segunda foi ter acompanhado logo no começo do projeto as entrevistas com o próprio Selton falando de como seria a história. A terceira as críticas que li sobre o filme. Bem, havia toda uma conjuntura pra me levar ao cinema.

Nem vou fazer nenhum mistério. O filme é ótimo. Ele conseguiu um drama bem engraçado. Tem momentos de gargalhada típica de quem está num circo. Ao mesmo tempo é de uma tristeza cortante, cheio de dilemas pessoais, além da própria penalização da platéia quanto à condição do circo. Ouvi outro dia de um artista mambembe que o circo é uma entidade que sempre viveu em crise. Além do próprio Selton e de Paulo José, o filme conta com a interpretação hipnótica da belíssima Giselle Motta, como Lola, a mulher do dono do circo e pai de Benjamim (Selton Mello). Cada entrada em cena dela é uma corrente de eletricidade em meio à projeção. Além destes, todos os atores estão maravilhsos.

Não vou falar da trama em si. Quem quiser vá ler no Omelete ou em alguma resenha de jornal por aí. O que sei é que Selton Mello atingiu a maturidade e construiu sua grande obra até agora. Deixou de ser Chicó e se firmou, não apenas como ator, mas como diretor dos bons. Depois dO Cheiro do Ralo, é muito bom ver uma obra tão sensível quanto essa. Quero mais ainda ser palhaço!

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 14, 2011

Bom dia com Mário Quintana

Mário Quintana era gaúcho de Alegrete, nascido em 1906 e encantado em 1994. Fiquem só com a poesia…

EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 14, 2011

Diário de Bordo (São Paulo) 13nov11

Dia corrido. Guarulhos – São Paulo com direito a perder o ônibus do hotel para o aeroporto. Mas como para cada porta fechada há uma janela aberta, quando chego ao Terminal de Guarulhos o ônibus da TAM me esperava e fui o último a entrar porque estava com pouca mala. Cheguei rapidinho em Congonhas, comi uma batata recheada (a qual contarei a história no outro blog http://comerrecife.wordpress.com/), deixei as malas no hotel e fui para o Anhembi, onde ocorre o Congresso.

Sabem aquela minha resistência a paulistas? Só dois hoje falaram comigo, todos os demais que conversaram eram nordestinos. Mas, enfim, vivi a experiência única de usar o metrô paulista. Pela manhã, na Estação Paulista, senti-me como no filme Ensaio Sobre a Cegueira. A cidade sem ninguém. Entretanto, quando vamos chegando na Estação da Luz a coisa muda de figura e começa a encher. A partir daí os metrôs, tão modernos na linha amarela, ficam mais parecidos com o do Recife.

Saguão do metrô. Estação Paulista. Ensaios Sobre a Cegueira.

Seguindo a lógica, conheci dois baianos indo para o Anhembi e me levaram também. Para quem está acostumado a fazer o percurso Afogados – Cajueiro Seco, o metrô de SP parece o labirinto do Fauno. Registrei-me, afixei meu banner, soube que não era preciso estar presente, não tinha nada de interessante e debandeei para a Liberdade. Japonesada maluca, coisas que nunca tinha visto na vida eu vi por ali. Comi sushi, churros e o periquito tirou minha sorte.

Eu e o poster

O periquito que viu minha sorte...

 Achei que tinham poucos posters e pouca gente. Não sei se pelo fato de ser o primeiro dia e é mais frio, mas achei que a frequência foi pequena. Talvez amanhã esteja melhor. Mas me senti em Recife. Encontrei pernambucanos por todo canto. Agora a pouco, no final da noite, eu e Joana dos Arcos fomos dar uma paia na Augusta, comer uma comida sem graça e dar uma volta nas feirinhas e lojinhas styles daqui. São Paulo é uma cidade muito cara, qualquer coisinha aqui custa muito. Mas é uma cidade divertida com opções que o Recife está muito distante de ter.

Metrô Linha Amarela. Pense um luxo...

Amanhã tem mais. Talvez eu prepare umas surpresinhas aqui no Blog a partir de amanhã. Até!

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 13, 2011

Radio Duda (a.1, n.3)

De vez em quando você encontra por aí uma pessoa que escreve as coisas da forma como estão em sua cabeça, fazem as músicas de sua vida, essas coisas assim “ligação enzima-substrato” (desculpem pela biomedicinice). Na literatura encontrei uma cronista chamada Martha Medeiros, cujos textos maravilhosos parecem com o que penso e tem um estilo semelhante ao meu. Foi paixão à primeira vista. Na música vivi isso há muito tempo com um cara já chamado Paulinho Moska e, hoje, só Moska. Tudo começa em 1987 com o grupo Inimigos do Rei. Tipicamente carioca no sotaque e irreverência, entre eles estava Moska. A experiência com todos eles não demorou muito e logo ele partiu para carreira solo e se revelou um letrista absurdamente bom, com muita profundidade. Mestre no artifício de usar as antínteses na música, além de tudo, é violonista dos bons. Como sempre, não vou muito além disso para que, quem ainda não conhece, saiba quem é esse cara de músicas tão belas e perturbadoras.

Adelaide, a anã paraguaia.

Sem Dizer Adeus. Uma das mais belas do repertório do Moska.

O Último Dia. Você escuta e se pergunta o que faria se só te faltasse um dia.

Sonhos, de Peninha. Moska e o violão numa versão maravilhosa.

Uma das mais novas e mais bonitas. Quantas vidas você tem?

A seta, o alvo e nenhum comentário.

Publicado por: Eduardo Bezerra | Novembro 13, 2011

Diário de Bordo (São Paulo) 12nov11

É, galera! Primeira vez em São Paulo. Confesso que tenho uma resistência imensa a esta terra. Meu grande esforço será o de demolir este sentimento. A capital paulista oferece coisas que nenhuma cidade da América Latina oferece e quero aproveitar  algumas delas. Mas estou aqui para participar e apresentar trabalho no Congresso Brasileiro de Epidemiologia, portanto o tempo tem que ser gerenciado da melhor forma possível.

O vôo, apesar dos buracos e lombadas, foi muito bom mesmo. Escolheram apenas os representantes do Jaboatão com maior poder de destruição. Prestem atenção no Plantão da Globo que a qualquer momento uma notícia catastrófica pode ser dada diretamente daqui. Na medida em que as fotos forem aparecendo, vão sendo anexadas aqui.

Estou agora em Guarulhos onde vou pernoitar e, amanhã cedo, ir para SP/SP. Vejamos como será. Mas creio que será bom.

Guarulhos, já na manhã de 13 de novembro, do quarto do hotel

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